Fatos Curiosos

Seremos escravos da Inteligência Artificial no futuro?

Não é de hoje que a invenção dos computadores e a revolução da internet têm mudado o mundo e o jeito que a gente vê as coisas, ás vezes nem conseguimos acompanhar tantas novidades, e nem nos damos conta de como nos tornamos dependentes das maravilhas tecnológicas que temos na palma da mão, como por exemplo; Smartphones, micro computadores e sistemas de automação tem tomado o nosso cotidiano, e realizando as tarefas mais simples do dia a dia por nós, de maneira automática e natural.

No entanto, aparentemente inofensiva, tais tecnologias tem nos tornamos reféns, pois dificilmente nos sentimos confortáveis em ficar mais de 24 horas sem acessar a internet, e pior, mal conseguimos nos lembrar de alguns compromisso ou sequer o número de telefone de pessoas mais próximas sem o auxilio de algum aplicativo, pois algumas pessoas já  consideram os smartphones uma extensão do corpo humano. Nossa memória se tornou dependente desses gadgets e da internet, e isso significa que cada dia que passa nós nos esforçamos menos e menos para memorizar informações que recebemos.

Toda essa avalanche de tecnologia tem levantados sérios questionamentos em relação ao futuro da humanidade, e como os seres humanos vão se comportar diante de tanta inovação e da mais nova etapa da tecnologia, a Inteligência artificial.

A Inteligência artificial veio para substituir os conhecidos super processadores, que fazem “bilhões” de cálculos por segundo ou os sistemas programáveis que conhecemos hoje em dia, pois basicamente ela processa informações e aprendizados anteriores, assim como nós, que estamos em processo constante de absorção de informação, a IA tenta “imitar” a maneira como nosso cérebro se comporta e aprende.

Atualmente nos já utilizamos inteligência artificial de maneira inofensiva e às vezes imperceptível, como por exemplo, quando o Facebook reconhece o rosto de algum amigo na sua foto, isso só é possível ser feito por causa da base em seus algoritmos de rede que filtra quais postagens são relevantes para você e as põe no topo da sua linha do tempo. Atualmente ao usar o Google, por exemplo, você pode conferir algumas sugestões de buscas que visam corrigir possíveis erros de digitação, ou então após pesquisar sobre determinado produto as suas redes sociais simplesmente é infestada por anuncio de produtos e marcas semelhantes.

Toda essa tecnologia tem sido pensada sempre para facilitar a nossa vida, mas obviamente há por trás empresas buscando se beneficiar filtrando seus clientes, direcionando sua publicidade de maneira eficiente, e consequentemente lucrando de uma forma absurda.

O modo com que as empresas de tecnologia tem evoluído para tornar a nossa experiência sempre mais atrativa e fácil nos deixa dependentes e preguiçosos, a final está tudo ao alcance da palma das mãos, e recentemente alguns pesquisadores têm levantado a questão: Estaríamos nós ficando, “depressivos” por causa da nossa própria inteligência?, Mas que paradoxo não!,  Pois na tentativa de reproduzir o comportamento do nosso cérebro (que ainda não e 100% compreendido pela ciência), a inteligência artificial tem de certa maneira nos deixando escravos da tecnologia e cada vez mais deixando de aprimorar nosso cérebro, diminuindo a nossa capacidade mental, e colocando toda a nossa conhecimento nas “mãos de maquinas”.

Outro fator que implica nisso é que o excesso de tecnologia, principalmente em meio às gerações mais novas tem os tornado mais distraídos – e burros, devido ao uso excessivo de aparelhos digitais. Algumas pesquisas já revelam que “No cérebro de adolescentes viciados em jogos a área responsável pela concentração é menor”, isso por que hoje em dia é muito comum as pessoas se dividirem em mais de uma tarefa ao mesmo tempo, como ler e ouvir musica e mexer nas redes sociais, porém nossa capacidade de atenção é limitada. Quanto mais ela é fracionada, menos funciona. O estudo mostra que, quanto mais a pessoa se julga eficiente fazendo várias coisas ao mesmo tempo, pior ela as faz. E, quando é necessário que se concentrem numa única atividade por longo tempo, elas precisam de muito mais esforço.

Isso levanta outros questionamentos, como por exemplo a substituição de seres humanos por máquinas, que hoje em dia os sistemas de automação produzem muito mais que nós em pouco tempo, são muito mais precisos e diminuem a chance de erros. É o caso do robô Deep Blue, desenvolvido para jogar xadrez e que contava com 256 processadores trabalhando em cadeia − que avaliavam 200 milhões de jogadas por segundo − e causou surpresa ao bater o grande Kasyanov. Devemos concluir que o Deep Blue era inteligente?

Segundo Marvin Minsky a IA não é a ciência que realiza estudos para que as máquinas façam coisas inteligentes, e sim para que as máquinas façam coisas que exigiriam inteligência se fossem feitas por um humano.

Para Salim Ismail, ex-VP de Inovação do Yahoo, nosso cérebro possui uma quantidade específica de energia, e essa energia é gasta conforme dedicamos ela a diferentes tarefas do nosso dia-a-dia, Sendo assim, essa virtualização do nosso cérebro é benéfica, pois podemos aproveitar melhor esta energia para emoções, uma característica exclusivamente humana que a tecnologia nunca conseguirá replicar (ou assim esperamos).

Pesquisadores afirmam ainda que por mais que sejam aprimoradas as máquinas nunca terão a nossa capacidade de intuição e a nossa criatividade.

Com tudo, um dos maiores cientistas da humanidade Stephen Hawking, publicou num dos seus últimos artigos que a inteligência artificial é uma potente ameaça interna, ele afirma que “O sucesso em criar inteligência artificial seria o maior evento na história e da humanidade. Infelizmente, também pode ser o último, a menos que aprendamos a evitar seus riscos”. Ele defende ainda que não há como prever como ela poderá se organizar.

Dá para imaginar essa tecnologia ficando mais inteligente que mercados financeiros, inventando mais que pesquisadores humanos, manipulando líderes e criando armas que sequer entendemos”, explica o artigo.

Enquanto o impacto da inteligência artificial a curto prazo depende de quem a controla, a longo prazo dependerá se ela poderá ser controlada”.

O fato é que por mais que soe alarmista, temos visto diante dos nossos olhos a evolução ininterrupta das tecnologias e o avanço em tentar imitar e decifrar o nosso cérebro, que apesar de não ser completamente conhecido pela humanidade, não há impedimentos para que isso aconteça, e para que ele seja imitado e superado.

 

 

Fontes: Tecnoblog, época negócios, revista época, runrun.it o blog, Tecmundo.

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