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Roberto Gómez Bolaños, o nosso eterno chavinho

Quem nunca assistiu a um episódio do chaves ou do Chapolin né? Afinal, esse personagem participou de todas as infâncias do nosso país, confira agora, um pouco sobre a história do nosso grande herói vermelhinho!

Chaves?, Não!, O verdadeiro nome desse grande ator é Roberto Gómez Bolaños, nascido no ano de 1929 na cidade distrito do México, Poucas pessoas sabem, mais o Bolaños era formado em engenharia, mais preferiu não atuar na área e se entrega de corpo e alma ao teatro e ao cinema, no ano de 1968, começaram as transmissões Televisivas independente no México, após esse acontecimento, o Chespirito foi contratado para escrever um programa com duração de meia hora. E assim, nasceu “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada”. Ao lado de Chespirito, estava alguns de seus melhores amigos, entre eles, Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves.

Após 2 anos do programa estar no ar, ele teve sua duração aumentada. Nessa época, o Bolaños resolve inovar e criar, “O chapolin Colorado”, um herói atrapalhado e todo humorado, que acabou conquistando milhares de fãs. Após o sucesso inimaginável do Chapolin, o Bolaños resolveu dar vida ao seu próximo personagem, que foi o nosso querido chaves, e logo após a criação e exibição de alguns episódios, Bolaños se viu com algo que ele nunca tinha se imaginado, pessoas que o amava em toda parte do mundo, e que eram capazes de dormir em frente ao estúdio só para receber o seu autógrafo.

Os personagens funcionaram tão bem que as esquetes se tornaram séries independentes de 30 a 40 minutos em 1973. Mais em seguida, veio uma notícia não tão boa, o fim do programa do Chespirito, apesar que nessa altura, já era mais conhecido pelos papéis de, Chaves e Chapolin, Bolaños também foi criador de vários personagens, como por exemplo, Chompiras, Dr. Chapatin, Vicente Chambon e Chaparrón Bonaparte.

Por causa de seus roteiros famosos, os programas se tornaram sucesso em todo o mundo, graças a simpatia de Roberto Gómez Bolaños e do grupo de atores em distintas épocas formado por, Carlos Villagrán, Ramón Valdés, Florinda Meza, Rubén Aguirre, Édgar Vivar, Angelines Fernández, Raúl Padilla, Horacio Gómez Bolaños e María Antonieta de las Nieves, que por fim conseguiram uma fama internacional também.

Após o seus sketches perceber o erro que cometeram, eles criaram um novo programa de uma hora semanal, chamado de, “Programa do Chespirito” e permaneceu no ar até o ano de 1995. Após essa data, Bolaños resolveu se aposentar da televisão. Mais várias emissoras de TV do mundo inteiro ainda tentaram contratá-lo, mas ele infelizmente recusou todas as ofertas.

Chespirito também participou em filmes mexicanos, escritos e realizados por ele mesmo como “El Chanfle” e “El Chanfle 2”, “Don Ratón e Don Ratero”, “Charrito” e “Música del viento”, no ano de 1992, ele recebeu um dos maiores prêmios do México, o “Prêmio de Literatura da Sociedade Geral de Escritores do México” pelo roteiro da peça “La Reina Madre”.

Em 2000, a rede de televisão mexicana (Televisa) homenageou todo o elenco dos seriados Chaves, Chapolin e Chespirito com o programa “¡No contaban con mi astucia!”, essa homenagem se deu por que o seriado completava 30 anos. Ela ficou marcada pelo reencontro de Chespirito com o ator Carlos Villagrán, que interpretou o Quico no seriado “Chaves”. Os dois já não se viam há mais de 20 anos, por causa de um briga entre os dois.

Chespirito foi o autor dos livros, como “O Diário do Chaves” e sua autobiografia, intitulada “Memorias – Sin Querer Queriendo.

A trajetória dessa grande ator, foi marcada por vários prêmios e condecorações por sua bondade, mais infelizmente no ano de 2014, com 85 anos de idade, Roberto Gomes Bolaños morreu de insuficiência respiratória em sua casa em Cancún, no México, ele foi casado com a Florinda meza que fazia parte do seriado Chaves como dona Florinda, e acabou partindo brigado com a
María Antonieta de las Nieves, que era sua melhor amiga no seriado Chaves e sua ex esposa (Chiquinha).

                        Homenagem

Me fez rir, me fez chorar, até do seu madruga me fez gostar, humor limpo, lapidado, Tim Tim por Tim Tim, meu herói favorito, Chapolin!, O tempo passa e a vida oscila entre pesado e leve… Oh, e agora, quem poderá me defender, do abominável homem das neve?, Com você aprendi que a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena, não estou triste, mais já sinto saudades, deste que entre vários, nos trouxe uma inspiração, o nosso querido chaves!.
                        Rogério Vilela

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