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O mundo teve uma papisa; Cleópatra era feia; Madalena foi uma discípula, Verdade ou Mentira?

Talvez você nem saiba da existência de algumas polêmicas que envolvem a humanidade. Contudo, alguns questionamentos e levantes de determinadas evidências reviraram o mundo e fazem com que a curiosidade sobre determinados acontecimentos só aumente.

O Mundo teve uma Papisa?

O que muitos não sabem, porém, é que uma mulher pode estar entre os que ocuparam o posto que hoje é de Francisco. Trata-se de Joana, uma camponesa que teria se passado por homem e sucedido o Papa Sérgio II, no século IX. A história, contudo, é considerada fantasiosa pela Igreja Católica e pela maioria dos teólogos.

A escritora inglesa Donna Woolfolk Cross passou sete anos pesquisando e reunindo todos os fatos conhecidos da vida de Joana, extraídos de documentos raros em inglês, espanhol, francês, italiano e latim. O trabalho culminou no livro Papisa Joana (Geração Editorial, 2009), que inspirou o filme de mesmo nome, dirigido por Sonke Wortmann.

Relatos do filme e do livro mostram que o papado de Joana durou apenas dois anos; marcado pela compaixão, sabedoria e justiça. Tinha conhecimentos medicinais e de engenharia, aprendia tudo rapidamente. Joana teria assumido o maior cargo da ordem católica disfarçada de homem.

Cleópatra era feia?

Alguns estudos e investigações mais recentes revelam que a imagem popular da a última governante do Egito faraónico talvez não seja verdadeira. Parece que Cleópatra não era particularmente bonita, muito menos portadora de uma beleza capaz de hipnotizar. Os registos romanos, talvez encomendados e orientados por razões políticas, sejam apenas manipulações falsas. De fato, houve um relacionamento entre Cleópatra e dois dos homens mais poderoso da época, cada um a seu tempo. Primeiro foi o envolvimento com Júlio César e depois com Marco António.

Os cronistas romanos fizeram-nos crer que tanto Júlio César como Marco António teriam cedido aos encantos magnetizantes da beleza e sexappeal da exótica rainha do Egito, tentando fazer diminuir a sua excecional educação/cultura e capacidades intelectuais/políticas – algo mal visto pela mentalidade romana daquele tempo, fruto de uma sociedade patriarcal que secundarizava o papel social/político da mulher.

 

Madalena foi uma discípula?

Pouco se sabe sobre a mulher que teve seus demônios expulsos por Jesus. Ela era prostituta?Adúltera? Uma seguidora? Uma apóstola fiel? Ou então, quem sabe, foi esposa de Cristo e mãe de seus filhos? As passagens que mencionam Maria Madalena são pouquíssimas, e em quase todas elas teve uma participação minimizada pelo Catolicismo. Mas, afinal, qual é a verdadeira história de Maria Madalena?

Em 1896, o pesquisador alemão Carl Reinhard adquiriu na cidade do Cairo, no Egito, diversos textos apócrifos, hoje conhecidos como Codex Gnóstico de Berlim ou Codex Akhmim. A coleção ainda trazia versões em copta do Evangelho de Maria, como também era conhecido o evangelho de Maria Madalena, e de mais dois textos apócrifos, conhecidos como Apócrifo de João e A Sofia de Jesus Cristo – esses dois também guardados na então descoberta Biblioteca de Nag Hammadi, famosa por abrigar textos apócrifos sobre a vida de Jesus.

O texto, de autoria de Maria Madalena e datado do século III, foi publicado em 1955. Fragmentos citam que Jesus tinha uma grande proximidade com a discípula, despertando o ciúme dos outros apóstolos.

Diante de tais polêmicas muitos historiadores acreditam que tais mulheres tiveram suas figuras distorcidas ou apagadas devido ao machismo impregnado na sociedade, pois elas teriam ocupado lugares e foram, possivelmente, mais incisivas em papéis que homens, teoricamente, deveriam estar.

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