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Coco Chanel, a espiã nazista? Conheça a história e ligação de Gabrielle Bonheur Chanel com os nazistas

Gabrielle Bonheur Chanel, posteriormente conhecida como Coco Chanel, se tornaria uma das estilistas mais conhecidas do mundo ocidental, deixando sua marca no universo da moda e dos perfumes. Seu estilo luxuoso eterniza sua criação. Mas ela foi somente uma grande estilista?

Em 1910, após ter terminado o seu colegial, ela se apaixonou, por Arthur Boyle, que contribuiu para que a futura estilista inaugurasse sua primeira loja de chapéus. Ao lado de seu novo amor, Gabrielle começa a frequentar as altas esferas francesas, seus negócios se tornam prósperos e renomados. Após o abandono de Boyle, ela inaugura sua primeira loja de costura. A estilista segue colecionando relacionamentos controvertidos, ao lado de nobres, homens muito ricos e políticos influentes. No círculo da moda ela inova, subverte os padrões, se destaca pioneiramente em uma esfera que só reservava o sucesso para o sexo masculino.

Coco viveu em um período bastante conturbado, totalmente perturbado, a era que vivenciou as terríveis guerras mundiais. Quando o exército de Adolf Hitler invadiu a França, Chanel já era famosa por seus chapéus, suas criações com aparência masculina. Mas para os historiadores, não é exatamente essa face estilista renomada de Coco que a transforma em um personagem significativo, mas sim sua deplorável e arriscada incursão na via da colaboração com os nazistas. Assim como ocorreu, infelizmente, como diversos franceses, ela também se uniu aos seguidores do Führer.

Dizem os pesquisadores que, ao longo da invasão do solo francês, a estilista ficou hospedada no famoso Hotel Ritz, usado então como sede das operações dos alemães na França. Não é por acaso que ele ficava bem próximo de seu estabelecimento comercial. Coco adotou facilmente uma crença, acreditava que uma interação mais próxima com a Alemanha poderia se transformar em algo favorável para os franceses. Antes mesmo do início do confronto bélico já tinha simpatias pela direita e parecia cultivar concepções raciais controversas. A estilista aproveitou esse momento difícil para despojar de seus sócios de origem judia, Pierre e Paul Wertheimer, que haviam contribuído, desde o início, para o desenvolvimento de sua trajetória no universo da moda.

Estes e outros episódios, comprovam, infelizmente, a colaboração de Coco com os nazistas. E, lamentavelmente, boa parte do sucesso de sua grife se deve a essa sombria relação com os alemães, pois nesta época suas lojas progrediram mais que nunca.

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